Ansiedade de Separação na Volta às Aulas: Como Lidar com o “Aperto no Peito”

Ansiedade de Separação na Volta às Aulas: Como Lidar com o “Aperto no Peito”

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O que é a Ansiedade de Separação?

Diferente do que muitos pensam, a ansiedade de separação não é apenas “manha”. É um medo real e instintivo de que o vínculo com os cuidadores seja rompido. Após um período de férias ou convivência intensa, a criança precisa entender que o afastamento é temporário e que o retorno é garantido.

Sinais comuns no início das aulas:

  • Choro excessivo e dificuldade em soltar a mão dos pais.
  • Queixas físicas (dor de barriga ou de cabeça) antes de sair de casa.
  • Mudanças no sono ou apetite.
  • Regressões em comportamentos já conquistados.

5 Estratégias para uma Adaptação Suave

Para ajudar seu filho (e a si mesmo) a navegar por esses dias, tente aplicar estas dicas práticas:

  1. Crie um Ritual de Despedida: As crianças se sentem seguras com previsibilidade. Invente um aperto de mão secreto ou um beijo especial. O importante é que a despedida seja breve e amorosa.
  2. Nunca Saia Escondido: Isso é fundamental! Sair sem se despedir quebra a confiança da criança e aumenta a insegurança. Ela precisa saber que você está indo, mas que voltará.
  3. Valide os Sentimentos: Em vez de dizer “não chore, não é nada”, experimente: “Eu sei que é difícil dar tchau agora, mas eu volto para te buscar logo depois do lanche”.
  4. Transmita Segurança: Se você demonstrar ansiedade ou culpa, a criança sentirá que a escola é um lugar perigoso. Tente manter a voz calma e o sorriso no rosto (mesmo que por dentro você esteja chorando um pouquinho).
  5. O “Objeto de Transição”: Se a escola permitir, deixe a criança levar um objeto que a lembre de casa, como um paninho ou um brinquedo pequeno. Isso serve como uma “ponte” emocional.

Quando buscar ajuda profissional?

É normal que o choro dure alguns dias ou até semanas. No entanto, se o sofrimento for paralisante, persistir por meses ou impedir a criança de interagir com os colegas e professores, vale a pena conversar com um psicólogo infantil ou com a coordenação pedagógica da escola.

Dica de Ouro: A adaptação não é apenas da criança, mas da família toda. Seja gentil com você mesmo durante esse processo.